sarah uriarte e kim coimbra [des]

 

qual foi o primeiro contato com publicações de artista?

já tínhamos tido algum contato breve durante a graduação em itajaí, mas de fato começamos a pesquisar sobre publicações de artista quando fizemos a disciplina de performance com a regina melim, em florianópolis, e quando participamos da exposição “performances impressas”, no encerramento da disciplina, na sala de leitura | sala de escuta, no ceart.

quando e como começaram a publicar?

logo depois dessa disciplina de performance, veio o convite para participarmos da flamboiã, em 2016. foi ali que começamos a pensar a tradução dos nossos trabalhos para o espaço impresso.

falem sobre a des.

a des surgiu como espaço de pesquisa e produção em artes visuais em itajaí, em 2014, na tentativa de pensar o circuito de arte contemporânea da cidade. em 2016, a des virou também selo editorial com o intuito de nos auto publicarmos. hoje é um pouco de cada uma dessas coisas.

como vocês pensam na circulação das publicações?

na instauração de espaços não normativos de arte, ou para além deles. ou na instauração de novos circuitos e outros contatos com diferentes públicos, pensando nosso contexto de itajaí. aqui, por exemplo, temos duas bibliotecas, uma municipal e a outra da universidade; uma sala de leitura que fica dentro do museu; e apenas uma livraria, que fica dentro de um shopping. todas elas com pouco ou quase nada de material de arte local. não temos feiras. as galerias durante um longo período ficaram fechadas. pensar a publicação de artista e sua circulação é uma tentativa de pensar estratégias para esses problemas e criar outros espaços de arte e/ou para além deles.

por que publicar?

experimentar o espaço impresso como prática artística e política, pela potência de inserção e instauração de outros espaços de arte e/ou para além deles, como dito anteriormente. e mais uma vez pensando nosso contexto e a produção de memória também. aqui, temos um problema histórico da falta de produção, de registro, de documentação e memória da prática artística, desde exposições, salões e até mesmo sobre as e os artistas em determinados momentos. 

quais publicações fazem vocês continuarem publicando?

todas as publicações da plataforma par(ent)esis, do selo editorial céu da boca e da miríade edições (agora editora editora).

se quiser, contem pra gente: como vocês e a flamboiã se conheceram?

bonito contar para além de como nos conhecemos, contar sobre a importância da flamboiã para nós e para a vida da des. em 2016 fomos convidados para participar da flamboiã, foi ali que conhecemos gabi e marcos. nossa mesa ficou entre a miríade e a grafatório, então ali conhecemos mais da feira, das pessoas e do circuito de publicações de artista. por causa disso, logo depois, fomos para a feira dobra, em londrina, e depois para a feira solar, em curitiba, no mesmo ano. no ano seguinte participamos da feira plana e da tijuana.

conheça o trabalho da sarah e do kim:

instagram.com/sarahuriarte

instagram.com/kim.coimbra

sarahuriarte.com

cargocollective.com/kimcoimbra